Autismo em Números: O Que a Nova Pesquisa do CDC Revela sobre Crianças nos EUA

Nova Estimativa Oficial do CDC Sobre a Taxa de Diagnóstico de Autismo Entre Crianças nos EUA
Recentemente, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos divulgou uma atualização importante sobre a prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre crianças no país. Segundo a nova estimativa, 1 em cada 31 crianças nos Estados Unidos recebeu diagnóstico de autismo aos 8 anos de idade, o que representa um aumento em relação à taxa anterior de 1 em 36.


Esses dados foram coletados por meio da Autism and Developmental Disabilities Monitoring (ADDM) Network, uma rede que monitora diagnósticos de autismo em diversas comunidades dos EUA, incluindo escolas especiais, programas de ensino, registros do Medicare e da National Survey of Children’s Health. Alguns dos dados apresentados demonstram que a taxa de diagnóstico é mais alta entre meninos, os quais apresentam uma prevalência 3,4 vezes maior que as meninas.


A estimativa também revela que, nas duas últimas análises, a prevalência é ligeiramente mais alta entre crianças negras (3,7%), indígenas (3,8%), asiáticas/pacificadoras (3,8%) e hispânicas (3,3%) em comparação com crianças brancas (2,7%). Esses aumentos podem ser atribuídos a melhorias na conscientização, triagem e acesso a serviços entre comunidades historicamente carentes.


Em relação ao Brasil, dados do IBGE sobre o Censo Demográfico de 2022 incluíram, pela primeira vez, informações oficiais sobre o número de pessoas com deficiência no país, incluindo dados sobre pessoas autistas. A pesquisa sugere que 2,4 milhões de indivíduos teriam sido diagnosticados com TEA, em uma população estimada de 211,1 milhões de habitantes — aproximadamente 1,14% de pessoas autistas no Brasil. As informações coletadas pelo IBGE são baseadas exclusivamente em dados de autorrelato, o que limita a precisão da estimativa. Vale lembrar que a fonte mais apropriada para esse tipo de dado seria a informação diagnóstica obtida por meio de laudos médicos, prontuários, registros epidemiológicos e bases oficiais.


Em relação ao aumento da prevalência relatada de TEA nos últimos anos — consistente em todas as bases de dados analisadas — ainda não é possível determinar até que ponto esse crescimento está vinculado a mudanças nas definições clínicas do TEA ou ao maior acesso ao diagnóstico. O motivo real do aumento dos casos permanece uma incógnita.
Cerca de 61,4% das crianças analisadas apresentaram informações sobre capacidade cognitiva; destas, 39,6% foram classificadas como portadoras de deficiência intelectual,

mantendo-se a distribuição de maior prevalência entre crianças negras, asiáticas e hispânicas.
Essas novas estatísticas refletem o esforço contínuo para entender melhor o autismo e apontam para uma necessidade crescente e constante de planejamento para fornecer serviços de diagnóstico, tratamento e apoio às crianças com TEA e suas famílias. A identificação precoce, aliada à implementação de estratégias e práticas eficazes nas comunidades, pode garantir que todas as crianças no espectro tenham a oportunidade de alcançar seu potencial.
Referência: CDC Community Report on Autism 2025. Disponível em: https://www.cdc.gov/autism/media/pdfs/2025/04/ADDM-Community-Report-SY2022.pdf

Criado e revisado por:

Membros do Comitê de Terapias Especiais da Unimed Mercosul

Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas.

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